sexta-feira, 18 de março de 2011

ESPIRITUALIDADE DA RCC (Conclusão)

GRAÇA E PAZ (חסד ושלום)! Continuemos na Formação sobre a RCC. Adentraremos na sua ESPIRITUALIDADE, buscando esclarecer alguns pontos básicos, e, também, o contexto teologico e canônico de nossa expressão de SER IGREJA CATÓLICA.
Comecemos com um embasamento JURÍDICO-CANÔNICO da RCC. O que devemos ter ciência é que o Dir. Canônico, norma que regula a essência da nossa Instituição: Igreja, trata do termo de 'ASSOSSIAÇÕES'. A forma de se reunir são visualizados nos cânones 215 e 216 ( “Os fiéis têm o direito de fundar e dirigir associações para fins de caridade e piedade, ou para favorecer a vocação cristã no mundo”, e de ‘.. promover e sustentar a atividade apostólica...”). Nestes artigos nos coloca um dever e obrigação de ANÚNCIO do EVANGELHO, de forma individual ou coletiva (§ 1º cânon 225). Agora o direito de associação consta dos cânones 298 a 329. Por este embasamento que a RCC é reconhecida como uma associação, organizada a partir da reunião de pessoas, cuja regência particular se dá por meio de seus estatutos. Tem contexto de associação privada, por ser constituída de grupo de pessoas particulares (leigas) que livremente se reuniram e se organizaram. Igualmente a RCC é não reservada, por militar em campo no qual os particulares podem livremente se unir para criar associações.

Já se chamava as organizações leigas de “apostolado em grupo” e “associações” (Dec. Conc. “Apostolicam Actuositatem” (apostolado dos leigos). Em seu parágrafo 19 consagra o “direito dos leigos fundarem grupos e dirigi-los, bem como se inscreverem nos existentes”, pois “Todos os agrupamentos de apostolado merecem estima”. Porém, este conceito fora alargado pela Exortação Apostólica Christifideles Laici (vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo — § 29). Em que as associações (grupos, comunidades, movimentos) foram consideradas como uma nova era agregativa dos fiéis leigos oriunda da ação do ESPÍRITO SANTO (Papa João Paulo II). Vejamos abaixo:
“Cân. 214 — Os fiéis têm o direito de prestar culto a Deus segundo as determinações do próprio rito aprovado pelos legítimos Pastores da Igreja e de seguir sua própria forma de vida espiritual, conforme, porém, à doutrina da Igreja” (Grifos do autor).
Como se observa, a Igreja concede o direito de viver uma própria ESPIRITUALIDADE, desde que seja autorizado pelo pastor e esteja de acordo com a doutrina da Igreja. Ora, sempre a RCC esteve de acordo com toda a doutrina Cristã, não há o que questionar. Por vivenciar certos valores já esquecidos pela Igreja, traz-nos certas situações de dúvida e medo por parte de alguns pastores. Por isto fora firmado por nossos bispos um Documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (n.º 53), intitulado de “Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismáfica Católica”.
No primeiro parágrafo do Documento 53, nossos bispos esclarecem que as orientações pastorais tratam de uma proposta de reflexão sobre a Renovação Carismática. No segundo nossos pastores reconhecem que “Entre os vários movimentos de renovação espiritual e pastoral do tempo pós-conciliar, surgiu a RCC que tem trazido novo dinamismo e entusiasmo para a vida de muitos cristãos e comunidades”. Completam este pensamento dizendo no parágrafo dezenove que “Reconhecendo-se a presença da RCC em muitas Dioceses e também a contribuição que tem trazido à Igreja no Brasil, é preciso estabelecer o diálogo fraterno.
A CNBB aprovou texto do Doc. 62, (missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas), em que acolhe os carismas e os orienta ao serviço da Comunidade Eclesial (n.º 79 e 81).
Igreja exige a presença deles para dizer se um movimento é eclesial ou não (Christifideles Laici) São os frutos que dizem a última palavra quando se deseja discernir sobre a catolicidade de uma associação.
FRUTOS: como critério de discernimento!!!
Sabemos que os frutos são utilizados pelo ESPÍRITO SANTO para orientar nossos passos futuros (Demonstrar o nosso relacionamento com DEUS; Jo. 15,16; Mt. 25, 20-21). Então, fica claro que o discernimento de caminhada passa pelo conhecimento dos frutos desenvolvidos. E tal fato so poderá acontecer se a pessoa viver inteiramente no ESPÍRITO.
Podemos colocar que uma boa solução seria empregar nas pastorais uma metodologia parecida com a que utilizamos em nossos ministérios. Nossos ministérios são para nós terra de missão. Em alguns lugares, participam-se deles mediante discernimento vocacional. Cada um serve no ministério para o qual sente no coração os apelos internos do Espírito. Portanto, os frutos não servem para o orgulho, mas são necessários para balizar nosso itinerário pessoal e pastoral. Saõ eles que confirmam nossa ação pastoral e nos servem de incentivo.
Enfim, cremos que o melhor resumo dos frutos de nossa espiritualidade, para declará-lo numa só palavra, é conversão. eis alguns frutos importantes:
1) Aceitação e prática dos carismas ( “carismático” com o qual nos designam, atesta a nosso favor sobre o fato de realmente aceitarmos e praticarmos os carismas.);
2) Aceitação incondicional de Jesus como Salvador pessoal e Senhor absoluto;
3) Amor a nós mesmos como filhos de Deus.
Outros frutos têm sido a experiência de filhos de DEUS, a fé, um sólido e equilibrado relacionamento com Maria, como nossa mãe, nossa intercessora e modelo no seguimento de Jesus. Hoje muitos de nós podemos dizer que somos filhos de Maria, de uma maneira que as palavras sejam uma ressonância do coração.
Desejamos também destacar um dos maiores presentes que Deus nos tem dado, que é possuir um coração missionário. Deus quer precisar de nós. outros frutos são: a) Reconhecimento de nossa realidade pecadora; b) Relacionamento de amor coma Igreja; c) Relacionamento fraternal com os Santos; d) Vivência Sacramental; e) Amor pela Palavra de DEUS, etc.
Enfim, tudo se resume com a CONVERSÃO DAS PESSOAS. E isto é que o fundamenta nossa ESPIRITUALIDADE. Podemos afirmar que o nosso jeito de ser Igreja esta de acordo com a vontade de DEUS. Pois somos uma expressão plena de SER CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO. AMÉM.
Postar um comentário

POSTs RELACIONADOS

2leep.com